Um primo não tão próximo veio me visitar um dia desses e, observando os móveis que precisam de “alguns” reparos na minha cozinha, fez um comentário curioso: “você tem vida de estudante, mas logo isso passa e você cuida da sua casa”. Com certeza não foi algo que recebi como ofensa, a reação foi algo tipo “Tá, eu sou estudante, ué!”. 

Mood problematizadora mais que acionado, mas não para questionar os ideais do (vamos usar um nome ficticio aqui) Gustavo. Por que essa ansiedade toda por finalizar períodos? Claro que a universidade é mega cansativa, demanda entregas e abrir mão (sim) de arrumar os móveis. Mas para além da rotina, será que ser um estudante é realmente apenas girar uma catraca, ter desconto no cinema e tentar (mas nem tanto), colocar a matéria em dia no feriado? 

Arrisco dizer que deveríamos ser estudantes enquanto a gente existir. Apitou o lado nerd? Talvez! E claro que não estamos falando sobre procrastinar o encerramento de ciclos, mas sobre aproveitar as oportunidades de cada fase, mudar nosso olhar e ressignificá-lo. Tipo quando eu ouço meus podcasts matinais sobre o resumão das notícias ou assistir uns vídeos e aprendER a fazer o bendito PROCV. Coisas simples que dão uma boa ajuda e no fim do dia fazem aquela diferença. 

Ser estudante deveria ser o nosso sobrenome, um lifestyle. Já dizia minha mãe que podemos perder tudo, menos o conhecimento. E eu complemento que é ele, acompanhado da dona educação, que nos salva nesse mundo louco. 

Interesse genuíno, atualização contínua e ter olhar para absorver, mesmo que pequenas oportunidades de conhecimento e desacelerando quando for preciso. Isso, por um acaso, não seria estudar? Bora sair da caixinha, meu povo! Tem um mundo de possibilidades que, às vezes, demanda apenas a gente virar a chave e assumir o lado estudante que habita em nós. Gustavo que se cuide, mal sabe ele que vou ser estudante por muitos e muitos anos e ainda chamo ele para arrumar meus móveis! 

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